• Publicado: Terça, 18 Abril 2017 18:09
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Caminhando dentro do livro, o leitor vai conhecer personagens e lugares, desvendar segredos, ficar encantado, sentir medo, acreditar em sonhos, chorar, dar gargalhadas, querer fugir e, às vezes, até sentir vontade de dar um beijinho na princesa. Tudo é mentira. Ao mesmo tempo, tudo é verdade...
(Ricardo Azevedo)

 A partir das palavras de Azevedo, podemos concluir que um leitor é um verdadeiro viajante. Desconfiado e curioso, como quem vê pela primeira vez, ele é capaz de duvidar daquilo que está ali, aos seus olhos, e o faz crer que tudo pode ser diferente. Verdade? Mentira? É exatamente esse jogo que nos envolve, nos fascina e nos leva a abrir muitos e muitos livros.

A leitura dos livros de literatura infantil é uma prática constante em nosso cotidiano. Os pequenos estão sempre de “malas prontas” para aventurar-se a qualquer viagem que propomos. Ao conhecer uma obra, com os olhares atentos, disponíveis a várias imagens, sensações e descobertas, eles passam por diversos lugares percorrendo culturas diferentes, percebendo as diversas possibilidades de ser, de viver, de interagir com o outro, de comunicar com o mundo, de imprimir marcas, de construir opiniões...  

Este ano, nossa viagem literária já começou! De mala pronta e cheia de surpresas, os primeiros encontros, foram realizados  na sala de cada turma. A dupla, Ana Ribeiro e Valéria, dinamizadoras da biblioteca, deram boas-vindas às crianças com o divertido título de Eva Furnari “Não Confunda”. Nossos leitores se divertiram com as rimas e as ilustrações surpreendentes da autora. Depois da leitura, hora de abrir a mala e descobrir os segredos dos livros.

Dias depois, nossa viagem continuou. Agora o destino era outro: a biblioteca. O espaço foi  organizado para que as nossas crianças se sentissem convidadas a ler um livro. Também ouviram mais histórias. Dessa vez, dramatizamos o Tangolomango – uma cantiga popular com versos rimados e ritmados, geralmente, em cada estrofe, diminui-se um personagem, até que não reste nenhum! Uma operação matemática que diminui bonecas e soma alegria de brincar. Depois foi a vez das crianças recontarem a lenga-lenga com as nove irmãs e se apropriarem da narrativa.

Teve um dia também que recebemos na biblioteca, imagine você, uma visita inesperada: um porco cor-de-rosa, em cima de uma pedra, que só sabia dizer: Coach. Essa história nos encantou! Depois de ler o livro, também a recontamos no cenário da narrativa e conversamos sobre o desejo do porco que só queria fazer amigos. Foi tão bom que resolvemos convidá-lo a brincar/dançar/cantar conosco.

A exploração dos livros também fez parte de nossos encontros. Nossos leitores ficaram à vontade para folhear as páginas dos livros. E assim, sozinhos, em dupla,  em grupo, enfim, da melhor forma,  prosseguimos nossa viagem a cada livro aberto.

Em tão pouco tempo já temos tanta história para contar, e sabemos que temos muitos caminhos a seguir, pois nossa viagem está apenas começando.