Calendários 2017

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Entendendo o nosso calendário

TI (Trabalho Interno) e TIG (TI Geral)
Durante todo o ano letivo, a equipe se encontra regularmente para traçar as estratégias de trabalho, avaliar o que foi feito e aproveitar para cada um conhecer melhor o que é realizado pelos demais. Cada unidade tem sua própria organização, e as reuniões acontecem conforme a dinâmica de cada casa.

Mas temos ocasiões especiais de encontro, que são chamadas de TI (Trabalho Interno) e TIG (Trabalho Interno Geral). Nesses períodos, as aulas e o convívio diário com os alunos são suspensos temporariamente, mas outras atividades são implementadas, na busca do conhecimento. São momentos de reflexão, em que procuramos conhecer mais o que anda acontecendo na área da Educação, rediscutimos nossos princípios filosóficos e pedagógicos e aproveitamos para tomar contato com as novidades e livros lançados pelas editoras.

São também oportunidades de avaliarmos nossas ações, para podermos traçar o planejamento do próximo período; de aprendizado e formação, em que nos tornamos alunos e mestres na equipe; de integração e afetividade; de organização do espaço físico da escola e de nosso espaço interior; de participar de atividades culturais, que sensibilizam e integram toda a equipe.

Enfim, são momentos de intensa atividade, a fim de que possamos prosseguir para um novo período pleno de sentido e significado.

 

sorriso calendario

Escolhemos esse símbolo porque queremos que o reinício das nossas atividades, após as férias, seja sempre momento de muita alegria para todos nós – crianças, jovens, familiares e equipe pedagógica.

 

RPN (Reunião de Pais Novos)
Nesse encontro, as famílias que começam a fazer parte da escola são convidadas com o objetivo de se familiarizarem com toda a equipe pedagógica.

 

RI (Reunião de pais de alunos do Horário Integral)
Com perfil semelhante ao das outras reuniões de pais, esse momento tem como objetivo tratar das questões específicas do Horário Integral (como refeições, passeios e outras atividades), que inclui as crianças da Educação Infantil ao 5º ano do Ensino Fundamental.

 

RT (Reunião de Turma)
Encontro trimestral entre pais, mães/responsáveis dos estudantes e os professores de cada turma. Tem como objetivo uma troca mais formal entre casa e escola, visando à comunicação sobre o trabalho realizado no trimestre que findou, dividir com os pais as idéias dos próximos projetos, além de promover a integração das famílias, através de discussões e trocas de pontos de vista sobre um tema que pode ser trazido pelo(a) professor(a) ou sugerido pelos próprios pais. Só não é momento de falarmos sobre cada aluno(a). Isso acontece nas reuniões individuais, que são marcadas toda vez que julgarmos necessário ou quando solicitado.

 

AI (Atividade de Integração)
Realizamos muitos encontros que visam formalizar e valorizar momentos que favoreçam a integração dos pais entre si e com a equipe. Afinal, integrar-se significa reunir-se, juntar-se... Mas, além disso, integrar-se também quer dizer tornar-se inteiro, completar-se. Então, por meio das atividades de integração, podemos nos conhecer melhor, criar vínculos de amizade e companheirismo, o que torna o grupo mais inteiro e preparado para estabelecer parcerias ao longo do ano letivo.

Existem várias modalidades para esses encontros, mas a AI é um dia de muitos jogos, brincadeiras e desafios, reunindo as famílias, os estudantes e a equipe de toda a escola. É hora de estabelecer vínculos de amizade e companheirismo necessários para desenrolar nossa jornada ao longo do ano letivo com muita cooperação.

 

AIT (Atividades de Integração de Turma)
Encontros programados e organizados pelos pais com o apoio do(a) professor(a) da turma, durante as RT (reuniões de turma). São atividades programadas para os fins de semana, que reúnem as famílias da turma, estreitando as relações afetivas e estimulando o convívio em grupo.

 

RC (Reunião com os Professores Complementares)
Encontro das famílias da Educação Infantil ao 1º segmento do Ensino Fundamental (5º ano) com os professores de Artes, Educação Física, Música e Psicomotricidade, para que as famílias possam conhecer e avaliar os trabalhos realizados com essa equipe. Também é dia de encontro com a dinamizadora da biblioteca da Maxwell.

 

TERRAS BRASILEIRAS
O projeto Terras Brasileiras é uma estratégia que visa à construção coletiva do conhecimento e à problematização de contextos ligados à vida dos estudantes. Tem por objetivo maior aprofundar nossos conhecimentos sobre a cultura brasileira. A cada ano elegemos um aspecto de nossas raízes, sempre com o cuidado de atualizar as informações, investigando como tantas influências se manifestam no nosso cotidiano.

Todas as turmas da escola (da Educação Infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental) se dedicam ao tema, e o rumo que cada grupo escolherá, a partir do eixo comum, dependerá de seu interesse e de situações de aprendizagem diversificadas. Investigam-se as diversas influências que nos fazem ser como somos, lembrando que, sem nossas referências culturais, corremos o risco de sermos engolidos pela globalização, que subtrai a diferença, o particular, o singelo.

Uma vez concluída a pesquisa, chega o momento de socializá-la, no Moitará.

 

M (Moitará)
Palavra de origem indígena ainda hoje utilizada por várias tribos que vivem no Xingu, significa troca em diversos níveis. Essa palavra foi escolhida para nomear a troca de conhecimentos gerados no projeto Terras Brasileiras*.

O Moitará é feito pelos alunos, para os alunos, com os alunos. As turmas se organizam e agendam encontros com outras turmas e grupos de outras escolas para mostrarem suas produções. Nesse processo de construção de conhecimento, toda equipe da escola acaba por atualizar seus conceitos, rever suas informações e aprender um pouco mais.

O Moitará acontece também com os pais, em um sábado especialmente reservado para isso.

A investigação, a pesquisa, a troca, o registro do processo ajudam a promover a autonomia do aluno, favorecendo o exercício da cidadania, e a socialização do conhecimento produzido.

 

FC (Festa do Campo)
Nos meses de junho/julho as festas juninas tomam conta de todos os cantinhos desse Brasil imenso. Em muitas regiões, as tradições são mantidas e a homenagem aos santos protetores é o que dá sentido a essas comemorações. No entanto, nos grandes centros urbanos, as festas juninas já não lembram seu significado original. Como temos o compromisso de manter sempre vivas nossas tradições, fazemos a Festa do Campo em homenagem à população do campo. Junto com os estudantes, pesquisamos a origem de alguns rituais, das inúmeras brincadeiras e alimentos típicos dessa ocasião, recebemos visitas de pessoas que viveram ou vivem na "roça" e que nos contam sua vida, suas dificuldades e suas alegrias. Os estudantes maiores visitam os menores para contarem o que sabem sobre o assunto e os menores convidam os maiores para mostrarem o que aprenderam.

Todas as turmas participam da organização da festa, que ocorre no último dia letivo do 1º semestre: confeccionam prendas, preparam brincadeiras como pescaria, bola na lata, corrida de saco, conhecem músicas e ritmos novos e soltam a voz e o corpo em maracatus, xaxados e cirandas. Todos dançam a quadrilha, mas sem a preocupação com o passo certo ou errado, apenas vivendo a alegria de, junto com os companheiros, experimentar novos ritmos e movimentos.

 

FAM (Festa de Artes/Música)
Nesse dia, os espaços da escola transformam-se em galerias de arte a expor produções de nossos estudantes. Experiências sonoras, projeções de imagens, cores, formas e sons reafirmam a importância da arte no processo de formação dos indivíduos e na vida de todos nós.

 

JP (Jogos da Primavera)
É um evento voltado para a celebração das atividades corporais e esportivas sob o signo da cooperação. Ele envolve todas as turmas da escola e, nesse período de confraternização, privilegiam-se o respeito, a alegria, a solidariedade, a nobreza, a gentileza, o equilíbrio emocional, a inspiração, a superação.

 

CT (Corredor de Trabalhos)
É um evento anual cuja finalidade é apresentar o trabalho realizado pela escola, desde a Educação Infantil até o 9º ano do Ensino Fundamental, para nossos convidados (pais da escola, pais em processo de matrícula e demais interessados em nosso projeto).

Contamos com a participação dos estudantes do 6ª ao 9º ano na preparação e em sua realização. São eles que escolhem e organizam, juntamente com os professores, os trabalhos a serem apresentados, bem como se responsabilizam por sua apresentação. Não se trata de uma simples mostra de trabalhos. Por isso utilizamos o termo corredor, pois a idéia é a realização de um percurso que possibilite a visualização do projeto em cada parede, em cada corredor, e de que forma este se desenvolve em todos segmentos e turmas. A intenção, também, é evidenciar o processo de trabalho, como cada grupo viveu o planejamento, quais as soluções descobertas, que dificuldades foram vencidas.

 

MV (Mostra de Vídeos)
É um evento organizado pela Oficina de Trabalho de Vídeo, que teve início em 2005. Seu objetivo é reunir crianças e jovens produtores de vídeos, de diferentes escolas e instituições, incentivando o uso da linguagem audiovisual como ferramenta de expressão e conhecimento. A utilização da imagem como disparadora de novas sensibilizações é um objetivo que todos aqueles que pensamos e realizamos educação podemos e devemos alcançar.

 

Festa de Ex-sempre Alunos
Todos os anos reservamos uma data especial para o reencontro de nossos ex-sempre alunos. Neste dia os estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental recepcionam os que já se formaram na escola.

 

FL (Feira de Literatura)
É um dos eventos mais significativos da escola. Todas as turmas se envolvem para socializar as leituras feitas ao longo do ano. Assim a comunidade pode compartilhar conosco a presença de contadores de histórias, apresentações teatrais, musicais e audiovisuais, exposições, instalações e oficinas de criação, Café Literário, entre outras atrações, integrando-se com todos nós. É sempre realizada em um sábado, sendo aberta à comunidade.

Com esse evento, reafirmamos que a leitura é uma das condições para a cidadania plena, e a literatura, um caminho para humanização de nossa sociedade.

 

FE (Festa de Encerramento)
No penúltimo dia letivo fazemos uma festa com nossos estudantes. Tempo de comemorar o ano vivido. No sábado, essa festa se estende às famílias e, portanto, envolve estudantes, famílias e toda equipe Oga Mitá.

 

FERIADOS E DATAS COMEMORATIVAS
Algumas datas foram incorporadas ao calendário oficial por motivos relevantes. É o caso do Dia Nacional da Consciência Negra, uma verdadeira conquista das lutas populares, pois representa reescrever uma página na História do Brasil, antes contada apenas a partir do ponto de vista das elites. Por outro lado, existem aqueles festejos que são apenas vitória da força do consumo, como o Dia das Crianças, dos Pais ou das Mães, por exemplo, ou que foram descaracterizadas por ela, como a Páscoa, o Natal etc., desvinculando-se dos valores originais.

Exatamente por isso, não ficamos presos a apenas uma ocasião no ano para comemorações, reflexões ou homenagens. Desde a Educação Infantil até o 9º ano do Ensino Fundamental, nossas crianças e jovens entram em contato com a descoberta de suas raízes, relembram fatos do seu passado e do de sua família, descobrem porque alguns objetos são preservados e o que construíram várias gerações em seu percurso até o presente. Isso é comemorar e relembrar os elos que unem pais, filhos, família, comunidade, nação, independente de datas e compra de presentes.

É preciso dar a nossas crianças e jovens outros horizontes, em que estejam presentes cotidiana e gratuitamente o amor, o respeito, a troca e os valores éticos...

Vejam um exemplo de como entendemos e trabalhamos as datas comemorativas:

 

NATAL
O nascimento de Jesus representou uma promessa de tempos de paz para os que nele acreditaram, e o Natal entrou para o calendário cristão como uma data em que se comemora seu nascimento, a paz e a fraternidade entre os povos.

Nossos antepassados portugueses nos deixaram um legado de histórias de antigos natais. Os preparativos, o presépio, o peru, as rabanadas... Tudo feito pelas mulheres da família que, orgulhosas, admiravam a bela ceia, resultado de sua dedicação. Mas esta não podia ser servida antes da Missa do Galo, do “Pai Nosso” rezado de mãos dadas, dos abraços à meia-noite... Os presentes, uma herança dos Reis Magos, eram pequenas lembranças preparadas pelas mãos habilidosas das mulheres prendadas daquele tempo. É... houve um tempo!

Hoje as mulheres, mergulhadas no mercado de trabalho, já não podem se dedicar aos quitutes natalinos e nem têm tempo de pensar em prendas domésticas. As transformações culturais não param. Se não ficarmos atentos, nossas crenças, nossos rituais e até nossos valores são derrubados pela avalanche de "avanços" tecnológicos, econômicos e políticos que podem fazer de nós parte de um rebanho. Contudo, apesar de todas as mudanças, os símbolos daquele nascimento lá de Belém estão aí, como os sinos que anunciavam um novo tempo. "Dem de lém, dem de lém, vem Papai Noel..." Com suas botas pretas e roupas muito quentes, barbas brancas e bochechas rosadas, ele em nada se assemelha a nossa gente. Importado de terras geladas, o "bom velhinho" invadiu nosso Natal, em pleno verão tropical e, sem que ninguém percebesse, ocupou definitivamente o imaginário infantil, prometendo caríssimos presentes que não podem ser negados, sob pena de se destruir uma fantasia das crianças. “Eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel..."

Mas nada de nostalgia! Podemos continuar buscando um sentido maior para o Natal, elegendo-o como um tempo de nos aproximar de quem estava esquecido, de rever nossas relações, de valorizar o que é simples.

Também podemos não comemorar essa data, por professarmos outra fé ou por sermos agnósticos ou ateus. Porque respeitamos a opção religiosa e ideológica de cada família; porque não somos uma escola religiosa e porque nos recusamos a reproduzir os valores dessa sociedade consumista, não comemoramos com nossos alunos nem o Natal nem qualquer festa religiosa ou comercial. Nossa missão tem sido levar à comunidade Oga Mitá a se questionar e buscar o sentido dessas festas, de forma que cada um, de acordo com suas crenças, possa livremente escolher a forma de comemorá-las ou não.